Você está aquiBiblioBlogs / Fontes / Web Librarian
Web Librarian
Meu TCC sobre Gestão do Conhecimento no RABCI
Fri, 21/11/2008 - 10:52Após muitos e muitos meses depois, resolvi colocar o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação (RABCI).
Quero pedir desculpas para o pessoa do RABCI, pois esqueci completamente de incluir o meu trabalho nesse acervo eletrônico. O tempo foi passando, eu fui enrolando… bom, agora ele está lá disponível para todos os interessados.
O meu trabalho se entitula Gestão da Informação e do Conhecimento: reflexão de conceitos e o papel da biblioteconomia. Pensei em fazer sobre esse tema por sentir a necessidade de explorar sobre a questão emergente do papel dos bibliotecários na gestão do conhecimento. Embora as minhas principais áreas de interesse sejam a arquitetura de informação e informação na internet, senti falta da gestão do conhecimento no curso de graduação. Por isso, resolvi me aprofundar um pouco sobre o assunto e preencher essa lacuna.
Abaixo, segue o resumo do TCC:
A presente monografia apresenta conceitos e reflexões sobre as atividades de Gestão da Informação e do Conhecimento nas organizações. Recentemente, devido às mudanças no comportamento de indivíduos e instituições determinadas pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, as discussões sobre o valor da informação e a necessidade de uma administração eficiente desse recurso ganharam evidência e importância. Por isso, a pesquisa apresenta diversos conceitos e teorias relacionadas à Gestão da Informação e do Conhecimento, identificando a função de cada uma dessas atividades, determinando sua posição e área de influência dentro da organização. Como atividades relacionadas, a Gestão de Documentos e a Inteligência Competitiva têm finalidades específicas, porém são complementares aos objetivos da Gestão da Informação e do Conhecimento. Pensando num ambiente organizacional estruturado no uso da informação e capacidade de desenvolvimento do conhecimento, apresenta-se a imagem do profissional da informação, o agente que identifica fontes de informação, capacita seu uso e motiva a sua disseminação. A pesquisa demonstrou que o bibliotecário está apto a colaborar ativamente nas organizações em sua atividade natural de administrar recursos informacionais, embora muitas empresas esqueçam de sua valia e busquem soluções provisórias ou menos capacitadas.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Entrevista de Jimmy Wales ao UOL
Mon, 17/11/2008 - 12:25Entrevista de Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, ao UOL Tecnologia realizada no último dia 12 de novembro. Entre outras coisas, ele fala sobre o valor das conexões humanas para a criação de um web melhor e de sua descrença em relação à web semântica.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Wikipédia: as lições de Jimmy Wales e dos ‘zés manés’
Thu, 13/11/2008 - 22:43Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, veio ao Brasil para participar de vários debates sobre conhecimento colaborativo. As discussões, principalmente no evento WikiBrasil realizado no Centro Cultural São Paulo no dia 10 e a sabatina realizada na Folha de São Paulo no dia 12 de novembro, foram bastante acaloradas e foram boas para evidenciar algumas coisas importantes.
A Wikipédia é empolgante, sem dúvida nenhuma. No aspecto colaborativo da ferramenta, é extremamente positivo que exista um repositório universal (especialização em vários assuntos) de informações mantido pelos próprios usuários. Ela é uma ferramenta onde os processos de construção e uso são livres. Você é livre para consultar, criar e modificar o conteúdo. É a democratização da informação, em todos os sentidos.
No entanto, esse é o calcanhar de Aquiles da Wikipédia: até onde podemos confiar nas informações disponíveis em seus verbetes?
Até mesmo o Jimmy sugere aos usuários que tenham bastante precaução com a fonte das informações, conforme ele disse à Folha:
“A pessoa precisa ter a noção a respeito de onde vem aquela informação, e não aprendê-la diretamente”. [fonte]
As instituições de ensino e os mais conservadores defendem a informação formal e validada por um método que garante sua autoridade. Vale a pena lembrar o que disse Gilson Schwartz, professor da USP, no debate realizado no CCSP:
“Será que esse processo é de aquisição de conhecimento mesmo ou é só a difusão de algo que não passa por um critério que ainda existe na universidade, que é passar por uma avaliação, pela crítica de seus pares? (…) É a mesma coisa ler algo de um físico especializado ou de um ‘zé mané’ blogueiro?” [fonte]
Diante dessa colocação do professor Schwartz, eu me pergunto: se o físico Manuel (achei esse nome bem propício para o exemplo) possuir um blog sobre sua área de atuação, as informações publicadas por ele perderão o valor? Se o Manuel colocar algum verbete sobre Física na Wikipédia será um ‘zé mané’ segundo pessoas que pensam da mesma forma que o Schwartz?
O que eu quero dizer com tudo isso?
As instituições menosprezam o valor da Wikipédia. Só que ela é um espelho do conhecimento obtido através das mesmas instituições que a criticam.
Blogs e wikis são ferramentas para disseminação de informação e geração de conhecimento. Viajando um pouco nessa idéia, podemos visualizar essas ferramentas como uma aplicação prática do modelo da espiral do conhecimento de Takeuchi e Nonaka.
Ironias à parte, é triste ouvir histórias de professores recusando trabalhos de alunos que “copiaram” do Wikipédia e aceitando a “cópia” do verbete da Barsa - mal sabem que muito provavelmente o primeiro seja fruto do segundo. Mais triste ainda é ouvir, sem ironia, um acadêmico respeitado falar que a educação é válida apenas se “certificada” pelo crivo das instituições.
O próprio Jimmy esclarece que as informações têm pesos diferentes de acordo com a sua origem:
“Um físico vai contribuir de uma forma e a pessoa na rua vai contribuir de uma outra forma (…) Não se trata de as pessoas gritarem umas com as outras. É apenas uma forma simples de aprender sobre algum assunto honestamente.”[fonte]
Chego à conclusão que a educação formal e informal, assim como as fontes de informação formais e as informais, têm valores distintos, mas são complementares.
É como cozinhar (embora o ‘zé mané’ aqui não saiba nem fritar um ovo).
Às vezes, o melhor mestre-cuca não é aquele que foi sempre nota dez na faculdade de gastronomia, mas aquele que também pegou todas as dicas de tempero da vovó.
Em outras palavras, as instituições não precisam medir forças com esse tipo de coisa. A experiência pessoal e outros meios para se educar são igualmente válidos para o desenvolvimento de cada indivíduo. Sem contar que o processo colaborativo de criação de conhecimento extrapola as barreiras impostas pela educação formal.
É o que encontramos na Wikipédia.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Analisando as estatísticas do seu blog/site
Wed, 12/11/2008 - 11:21Não é necessário abrir a carteira para ter uma idéia de como anda as estatísticas de acesso ao seu blog ou site. Há muitos serviços bons que não é preciso pagar nada para usá-los. Muitos deles fornecem estatísticas avançadas sobre a sua presença na internet.
Veja algumas dicas:
- Google Analytics
Uma ferramenta de análise de acessos completa. Além dos dados básicos, é possível consultar dados sobre a posição geográfica dos acessos, tempo de permanência nas páginas e termos utilizados em sites de busca (informações que não estão presentes em alguns dos sistemas de análise de acesso mais populares). O melhor de tudo: é gratuito.
- Ferramentas do Google para Webmasters
Outro serviço gratuito do Google. Apresenta estatísticas, diagnósticos e gerenciamento do rastreamento e indexação de um site feitos pelo Google. Bom para saber quais são os termos de pesquisa mais comuns utilizados para encontrar um site, o posicionamento nos resultados de busca e como o Google indexa as páginas.
- Technorati
O Technorati é referência em busca de blogs no mundo. Mais de 112 milhões de blogs registrados e 1,6 milhão de novos posts (cerca de 18 por segundo) são auditados por esse serviço. Ao criar uma conta no Technorati, é possível obter o número “blog reactions”, ou seja, links para um blog encontrados em outros blogs. Quanto maior o número de links para um blog (”authority”), teoricamente maior é sua importância e popularidade.
- Delicious
Para ter uma noção da sua atratividade na internet, saiba quantas pessoas salvaram seu endereço no Delicious. Para encontrar esse dado, basta ir ao Delicious e fazer uma busca pelo título do site. Por exemplo, o blog Web Librarian foi salvo por 31 pessoas. É quase nada, se comparando com blogs famosos. Só por curiosidade: Blog do Tas: 382; Blog da Soninha: 114; Engadget: 23.736; Barack Obama: 2.954; Garota sem Fio: 413.
- The Counter
Esse é um serviço de análise de acessos pago, mas é possível acessar livremente os dados universais sobre o perfil dos internautas desde 2002. Dá para saber, por exemplo, quais são os browsers, sistemas operacionais e resoluções de vídeo mais utilizados pelos internautas.
Lembrando que existe outras ferramentas de análise de acesso “free” como o AWStats, Webalizer e Analog que estão disponíveis na maioria dos planos de hospedagem paga (caso você utilize um).
Se as suas páginas estão mantidas num servidor web da sua instituição, procure o responsável para saber como ter acesso aos dados.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Web 2.0 e as bibliotecas: compartilhando bookmarks
Mon, 10/11/2008 - 10:28
Atualmente, o menu Favoritos dos browsers perderam o seu encanto após o surgimento do Delicious.
O Delicious é um serviço de “social bookmarking”. Assim como os demais “social services” da web 2.0, ele permite o compartilhamento do conteúdo que você publica na sua conta com outros usuários.
Salvar links no menu Favoritos era um problemão no passado. Quem nunca se irritou quando precisava de um link na faculdade que ficou guardado no computador do trabalho ou de casa?
O Delicious veio para solucionar esse problema. Cria-se uma conta e os “bookmarks” estão disponíveis em qualquer computador com acesso à internet.
Esse serviço pode ser usado, também, por bibliotecas que queiram compartilhar links com o seu público.
Por exemplo, onde eu trabalho (Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo) temos uma conta no Delicious para disponibilizar links que possam ser interessantes aos nossos clientes. Como trabalhamos o tempo todo com a internet, encontramos muitos conteúdos que podem ser rapidamente disseminados através do Delicious (ou num blog, projeto futuro da BV).
No blog Mélange, há uma lista enorme de bibliotecas públicas que utilizam o Delicious.
O Virtual Reference Collection do MIT (Massachusetts Institute of Technology) também compartilha links através do Delicious.
Há muitas ferramentas que ajudam na marcação de links e na criação de implementos úteis para serem adicionados num blog ou site da instituição. Por exemplo, há códigos prontos para publicar uma nuvem de tags ou a relação de novos bookmarks sem maiores complicações ou necessidade de conhecimentos técnicos avançados.
Em suma, o Delicious é mais uma ferramenta da web 2.0 que as bibliotecas e serviços de informação podem utilizar para ampliar sua presença na internet.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Dewey: um gato entre livros
Fri, 07/11/2008 - 10:57
“Dewey: um gato entre livros”, de Vicki Myron, é um livro sobre um gatinho que resolveu se meter dentro de uma biblioteca. Lá, ele foi acolhido com muito carinho e amor pelos funcionários e usuários.
Ainda não tive acesso a esse livro, publicado pela Editora Globo, mas é uma dica para todos que adoram “histórias de biblioteca”.
A seguir, a sinopse do livro:
A história de Dewey começa do pior modo possível. Com poucas semanas de vida, durante a noite mais fria do ano, ele foi abandonado na caixa de devolução de livros da Biblioteca Pública de Spencer. Só foi encontrado na manhã seguinte pela diretora do local, Vicki Myron, uma mãe solteira que sobreviveu à perda da fazenda de sua família, a um câncer de mama e a um marido alcoólatra. Dewey conquistou o coração dela e o carinho de toda a equipe, caminhando lentamente com suas patas machucadas pelo frio para se esfregar em cada um deles, em um gesto de agradecimento e amor. Ninguém poderia imaginar o impacto que Dewey causaria, não só em Vicki e no cotidiano da biblioteca, mas em toda a cidade. Nos dezenove anos seguintes, ele comoveu os moradores de Spencer com seu entusiasmo, calor e, acima de tudo, seu sexto sentido para identificar quem mais precisava dele.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Web 2.0 e as bibliotecas: usando o Flickr
Wed, 05/11/2008 - 12:11
Quem acompanha esse blog, já deve ter passado o olho em artigos sobre o uso da serviços da web 2.0 nas bibliotecas. Comentei sobre as vantagens de ter um blog e apresentei dicas para aproveitar os recursos do Twitter.
Agora é a vez do Flickr.
O Flickr é um serviço mantido pelo Yahoo!, onde o usuário pode criar uma conta para disponibilizar suas fotos na internet e compartilhar (o que é a melhor parte dessa história).
A versão gratuita permite o envio de até 100 MB de imagens para a conta, no entanto apenas os últimos 200 arquivos ficam visíveis para outros usuários. O Yahoo! oferece uma versão paga (R$ 45,90 por ano) que permite a criação de inúmeros álbuns (apenas 3 na versão gratuita) e a visualização de todas as imagens.
No Flickr, há um projeto de divulgação de imagens raras de grandes instituições, como a Library of Congress, Smithsonian, Boston Public Library e National Media Museum. Chamado de The Commons, essa iniciativa pretendo tornar público uma parte de diversos acervos fotográficos do mundo.
A Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbekian, de Portugal, compartilha por volta de 1.000 imagens de sua coleção, que conta com mais de 180.000 itens. São imagens relativas às coleções “A talha em Portugal” e “Azulejaria Portuguesa”, entre outros.
A Biblioteca Municipal de Sort, da Catalunha, possui mais de 1.600 imagens referentes aos eventos realizados na instituição e de novos livros incluídos no acervo.

Entretanto, as pequenas instituições também se apresentam no Flickr.
A Biblioteca Can Sumarro, do Hospital Llobregat, Barcelona, disponibiliza na sua galeria do Flickr imagens das suas novas inclusões no acervo, como um serviço de alerta.
A Biblioteca Pública de Santiago Ánxel Casal, que fica em Santiago de Compostela, Espanha, utiliza o Flickr para divulgar imagens de eventos e exposições realizadas em seus recintos.
Abaixo, segue outros exemplos de galerias públicas do Flickr mantidos por bibliotecas:
- Biblioteca Avanir Rocha dos Santos, da Escola Técnica de Saúde Pública Prof. Makiguti;
- Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP);
- Biblioteca Técnica de Monterrey, México;
- Biblioteca Dr. Juan Álvarez, Argentina.
Percebe-se que as instituições, modestas ou grandes, utilizam o Flickr, basicamente, para três coisas: (1) compartilhar seus acervos de imagens; (2) serviço de alerta; (3) álbum de fotos institucional.
A primeira situação só é possível caso a instituição detenha os direitos das imagens. Logo, são poucas as possibilidades de disseminação desse tipo de material por essa via.
Contudo, as outras duas situações são plenamente possíveis de serem realizadas. Mostrar fotos de eventos, mesmo que seja do aniversário do bibliotecário-chefe, é uma forma de dizer ao seu público que “somos legais, venham nos conhecer” e que a biblioteca é mais do que apenas livros, mas também é um espaço de atividades e eventos.
Em outras palavras, é uma forma de marketing bem simpática e acessível.
Se você ainda não se convenceu sobre as vantagens do Flickr ou apenas quer mais idéias, sugiro que consulte o artigo “How to: Make Flickr Work for Your Library - 50+ Resources” do site College Degrees, uma relação de 52 usos do Flickr em bibliotecas.
Por fim, preciso dizer que o Web Librarian e o Alexandre Berbe (sim, tenho dupla personalidade) estão no Flickr também. Passe lá! ![]()
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Bibliotecas acolhedoras: Seattle Public Library
Mon, 03/11/2008 - 11:21Continuando com o tema “bibliotecas não precisam ser caretas”
, apresento a Seattle Public Library.
A história dessa biblioteca começa em 1998, quando a cidade decidiu aprovar investimentos no valor de US$ 290 milhões para reconstruir a biblioteca central, reestruturar as 22 bibliotecas locais já existentes e construir outras 4 bibliotecas em áreas que não tinham esse serviço.
Chamado de “Libaries for All” (Bibliotecas para Todos), os detalhes desse projeto ousado (dizem que é o maior investimento em bibliotecas dos EUA), que levou dez anos para ser concluído, estão disponíveis no site da SPL.
Essa é mais uma biblioteca com o conceito “para todas as idades e muitas finalidades”. Tem espaço infantil, computadores com acesso à internet, espaço wireless (você leva o seu equipamento móvel e se conecta gratuitamente), atividades para crianças, jovens e adultos, aulas de inglês para estrangeiros e salas de reunião (você pode reservar uma sala para negócios, aulas, estudo, etc.).
Ou seja, é um ponto de encontro na cidade de Seattle. O espaço é sedutor não apenas pelo número de serviços oferecidos, mas também pelo seu perfil arrojado (quero dizer arrojado para padrões de bibliotecas como conhecemos aqui no Brasil) e ambiente extremamente atraente.

Espaço de leitura


Hall do elevador e o espaço para as crianças

Pontos de acesso à internet
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Indicações de leitura sobre Arquitetura de Informação e Cibercultura
Wed, 29/10/2008 - 11:01
Não é difícil encontrar na internet indicações de leituras sobre os mais variados temas feitas por blogueiros famosos e anônimos. Pensei, por que não fazer uma lista também?
Apresento, a seguir, algumas indicações de livros que eu considero interessante para todos aqueles que desejam saber um pouco mais sobre cibercultura, internet e arquitetura de informação.
Essa não é uma relação definitiva das melhores obras, mas é uma dica do que quero compartilhar, principalmente, com os bibliotecários e estudantes de biblioteconomia ou ciência da informação que se empolgam por esses assuntos.
- Information Architecture for the World Wide Web, por Louis Rosenfeld e Peter Morville
Essa é o famoso livro do urso polar. É uma referência básica e fundamental para entender os conceitos da arquitetura de informação. Já está na terceira edição.
- Ambient Findability, por Peter Morville
Não é uma obra específica sobre AI, mas discute a questão da informação num contexto sociodigital e sua recuperação (o conceito de “encontrabilidade”). Leitura recomendada para qualquer pessoa, de qualquer área.
- Ansiedade de Informação, por Richard Saul Wurman
Considero um complemento do Ambient Findability, pois trata também da questão do uso da informação pelas pessoas e as dificuldades que elas encontram para obtê-las ou compreendê-las. O foco do texto está no excesso de informação disponível e como as pessoas lidam com isso.
- Não me Faça Pensar, por Steve Krug
Esse livro fala essencialmente sobre usabilidade na internet. Steve Krug fala um pouco de sua experiência em projetos de criação de websites e aponta erros que devem ser evitados. É uma obra pouco densa, mas que vale muito a pena pelas dicas.
- Linked: How Everything Is Connected to Everything Else and What It Means, por Albert-Laszlo Barabasi
O subtítulo diz tudo: o livro fala sobre o “mundo atual”, o mundo em que as pessoas e as coisas estão interconectadas. Trata, sobretudo, de teorias relacionadas ao futuro da ciência e da tecnologia.
- Usabilidade na Web, por Jakob Nielsen
Gosto muito desse livro por se tratar de uma obra completa referente aos estudos de usabilidade desenvolvidos por Nielsen.
- Infotopia, por Cass R. Sunstein
Sunstein aborda a geração e disseminação de conhecimento através de comunidades e redes sociais.
- Cibercultura, por Pierre Lévy
Lévy é um dos principais pesquisadores sobre o fenômeno da cibercultura. Nesse livro, você encontrará sobre a universalização do ciberespaço e como as pessoas se interagem nesse novo modo de pensar e se comunicar.
- Convergence Culture: Where Old and New Media Collide, por Henry Jenkins
O objetivo desse livro é explicar o impacto da convergência de mídias na relação entre produtores de conteúdo e seu público.
- Everything is Miscellaneous, por David Weinberger
Weinberger apresenta a importância da internet e as mudanças que sofreram as relações de negócios, educação, política, ciência e cultura num mundo altamente globalizado.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Encontro das bibliotecas municipais de São Paulo
Tue, 28/10/2008 - 11:19Nos dias 3, 4 e 5 de novembro de 2008, a Galeria Olido receberá o I Encontro do Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas de São Paulo, cujo tema principal será “desafio e propostas de atuação”.
Em cada um dos dias do evento, serão abordados assuntos específicos.
No dia 3, haverá palestras sobre a modernização da biblioteca pública. No dia 4, o tema será a integração e adequação aos novos tempos. No último dia, a discussão será sobre a leitura nas bibliotecas.
Também estão programadas visitas técnicas a alguns acervos da Prefeitura Municipal.
São apenas 230 vagas e a inscrição é gratuita.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Material do EBAI 2008 disponível para download
Thu, 23/10/2008 - 11:12Já está na internet o material das palestras apresentadas na segunda edição do Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação (EBAI), evento ocorrido nos últimos dias 17 e 18 de outubro. Para quem não foi, é uma forma legal de ficar por dentro do que foi discutido na área da arquitetura de informação e conhecer mais o assunto.
Abaixo, indico três artigos que vale a pena conferir:
- Perfil do arquiteto de informação no Brasil (2008)
Palestra apresentada pelo Guilhermo Reis, o pop star da arquitetura de informação
, sobre o perfil detalhado dos profissionais da área e do mercado de trabalho.
- Implicações da inteligência ambiental para a arquitetura de informação e o design de interação
Esse artigo, de Mauro Pinheiro, trata sobre o panorama do desenvolvimento de objetos e ambientes inteligentes e o papel do arquiteto de informação.
- Arquitetura de informação na prática: estudo de caso de uma pesquisa de doutorado
Luiz Agner fala um pouco sobre sua pesquisa de doutorado com o portal do IBGE e os resultados obtidos.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
II Simpósio da ABCiber
Wed, 22/10/2008 - 01:09Nos dias 10 a 13 de novembro de 2008, ocorrerá na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) a segunda edição do Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Nesse evento promovido pela Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura (CENCIB), serão debatidos vários aspectos da cibercultura no Brasil e seus impactos na vida social, cultural e econômica das pessoas e instituições.
As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 7 de novembro. Muito importante: não haverá inscrições no local! Portanto, se quiser participar, corra e envie seus dados pelo formulário de inscrição.
O investimento vai de 70 reais (estudante) até 290 reais (profissionais e outros interessados). Professores do ensino fundamental e médio, bolsistas do ProUni e alunos da PUC-SP têm valores diferenciados.
Mais informações, no site do evento ou por e-mail.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Web 2.0 e as bibliotecas: ferramentas que você pode usar
Tue, 21/10/2008 - 09:59 View SlideShare presentation or Upload your own. (tags: blogs wikis)Essa dica é para todos que queiram saber mais sobre a aplicação das ferramentas da web 2.0 nas bibliotecas.
Kate Pischer, da Milne Library, disponibilizou no Slide Share a apresentação “Blogs, Wikis and Podcasts: Web 2.0 Tools You Can Use”. Ela traz uma série de informações sobre a implementação de recursos de publicação de conteúdos na internet para as bibliotecas.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Web 2.0 e as bibliotecas: usando blogs
Mon, 20/10/2008 - 12:35Você já deve estar cansado de ouvir sobre a web 2.0, não é?
E alguma vez você deve ter ouvido alguém falar que as ferramentas da web 2.0 podem ser úteis para as bibliotecas e demais serviços de informação, correto?
A pergunta é: como utilizar essas ferramentas para implementar melhorias no relacionamento com os meus usuários?
Se você já sabe a resposta, não precisa ler esse artigo (mas continue, só por curiosidade). Caso contrário, vamos falar um pouco sobre como a web 2.0 pode agregar valor ao rol de serviços oferecidos por sua instituição, começando pelos blogs.
A história dos blogs já tem mais de dez anos. O termo foi criado em 1997 por John Barger, considerado o primeiro blogueiro da história. Na época, ele criou um site pessoal onde publicava diversos links que achava interessante organizados em categorias (artes, diversão, ciência, história,…).
Pouco tempo depois, surgiram empresas que ofereciam ferramentas especializadas em publicação de blogs. O Blogger era uma dessas empresas, uma das responsáveis pela popularização desse tipo de serviço.
Atualmente, há diversos serviços e ferramentas, gratuitos ou pagos, para botar um blog na internet: Wordpress (na minha opinião, é o melhor), Blogger, Uniblog, Criar um Blog, Terra Blog, UOL Blog, LiveJournal…
A maior vantagem de um blog é não precisar de conhecimentos técnicos de informática para criar e manter um. A instalação é simples e em pouquíssimo tempo a pessoa domina a ferramenta. É por essa razão que muita gente tem um blog.
Mas há muito tempo que os blogs deixaram de ser meros diários pessoais. Como apresentei em um artigo anterior sobre o poder dos blogs, essas páginas devem ser encaradas como canais de relacionamento com clientes de qualquer serviço ou pessoas ligadas à uma instituição.
Um bom exemplo desse uso pelas empresas é o Blogs@Intel.
O Blogs@Intel é um site que agrega diversos blogs mantidos por alguns especialistas da Intel. Nesses blogs, são disponibilizados conteúdos sobre diversos assuntos relacionados à tecnologia, tais como tecnologia móvel e educação digital. O espaço promove uma comunicação mais humana entre a empresa (Intel) e o seu público (estudantes, pesquisadores, especialistas em tecnologia, etc.), uma vez que os blogs não são mantidos pela corporação, mas por membros dessa corporação.
Da mesma forma, as bibliotecas podem utilizar os blogs para diversas finalidades:
- Divulgar novas aquisições e a disponibilidade de novos materiais (serviço de alerta);
- Informar sobre mudanças de caráter administrativo, como novo regulamento para tirar cópia de materiais, alertar sobre novos horários de funcionamento,…;
- As bibliotecas especializadas podem utilizar o espaço para compartilhar artigos técnicos, links de sites, links de outras bibliotecas, indicação de trabalhos acadêmicos de outras instituições,…;
- As bibliotecas públicas podem se tornar uma “fonte de informações gerais”, compartilhando conteúdos diversificados: dicas para casa, artigos para pesquisa escolar, fatos importantes da comunidade,…;
- Indicar leituras;
- Pedir opiniões dos usuários sobre seus serviços;
- Obter sugestões para novos serviços;
- Manter um espaço para que colaboradores publiquem seus artigos (todo mundo tem que o que dizer);
- Divulgar eventos.
Bom, essas são apenas algumas idéias. O importante é pensar em como se aproveitar dos blogs para melhorar a interação entre instituição e o seu público. Não é preciso queimar muitos neurônios para colocar em prática soluções como essa. É simples e funciona!
Mãos à obra!
(OBSERVAÇÃO: Se por acaso estava numa ilha deserta ou em Marte nos últimos 3 anos, sugiro que leia algumas das dezenas de artigos sobre o web 2.0 que você pode encontrar no Google, começando pelo texto da Webinsider sobre o assunto.)
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Onde estudar em 2009: cursos de pós
Tue, 14/10/2008 - 16:16
Continuando o tópico sobre recomendações de cursos para 2009, aproveito para divulgar uma relação de programas de pós-graduação da área de ciência da informação e biblioteconomia.
Essa lista não tem nenhuma classificação de qualidade como a lista de cursos de graduação (de acordo com os critérios usados pelo Guia do Estudante da Abril) publicada recentemente nesse blog. Apenas são sugestões de programas Lato e Stricto Sensu (especialização e mestrado/doutorado) que levantei casualmente, buscando informações sobre opções de cursos para um provável breve retorno às salas de aula.
- Especialização em Arquitetura da Informação - Faculdade Impacta
- Especialização em Arquitetura e Organização da Informação - ECI/UFMG
- Especialização em Cibercultura - FACOM/UFBA
- Especialização em Engenharia na Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial - ICI/UFBA
- Especialização em Gerência de Sistema e Serviços de Informação - FESP
- Especialização em Gestão e Comunicação de Hipermídia - UNICID
- Especialização em Gestão Estratégica do Conhecimento - SENAC São Paulo
- Especialização em Tecnologias na Aprendizagem (a distância) - SENAC São Paulo
- Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação - FATEC São Paulo
- Pós-Graduação em Ciência da Informação - IBICT/UFF
- Pós-Graduação em Ciência da Informação - UnB
- Pós-Graduação em Ciência da Informação - UNESP Marília
- Pós-Graduação em Ciência da Informação - USP
- Pós-Graduação em Comunicação e Informação - UFRGS
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Portal G1 agora tem versão mobile
Fri, 10/10/2008 - 13:30Graças à onda do iPhone, o portal Globo.com investiu em um rico conteúdo móvel. Estão disponíveis os canais de notícias do G1, as novidades esportivas do GloboEsporte.com, as fofocas dos famosos do Ego e o portal de Vídeos da Globo.
Para acessar pelo seu celular ou smartphone, digite o endereço: http://m.globo.com .
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Onde estudar em 2009: cursos de biblioteconomia
Thu, 09/10/2008 - 11:30
Pensando em começar a estudar num curso de graduação em biblioteconomia no próximo ano?
Se você está decidido em se formar na carreira mais promissora e divertida do mundo (ok, exagerei um pouco…
), aí vai a lista das 15 universidades que oferecem cursos de biblioteconomia e ciência da informação com conceito quatro e cinco estrelas, segundo o Guia do Estudante da Abril.
- Pontifícia Universidade Católica de Campinas
- Universidade Estadual Paulista - Campus Marília
- Universidade Estadual de Londrina
- Universidade Federal Fluminense
- Universidade Federal da Bahia
- Universidade Federal da Paraíba
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Universidade Federal de Pernambuco
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Universidade Federal de São Carlos
- Universidade Federal do Ceará
- Universidade Federal do Maranhão
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
- Universidade de Brasília
- Universidade de São Paulo
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Arquitetos de informação no Brasil: relação de blogs
Mon, 06/10/2008 - 20:47
Um dia desses, foi sugerido que todos os arquitetos de informação, simpatizantes e outras pessoas com interesses relacionados divulgassem seus blogs através da lista de discussão de AI.
Foi bastante legal, resultando na lista abaixo:
- Ale Nahra: Ale Nahra
- Alexandre Berbe (esse sou eu!): Web Librarian
- Alexandre Miranda: Usabilidade no dia a dia
- Alexandre Saddi: Alexandre Saddi - betablog
- Any Zamaro: Tic Tac da Web
- Marco Antonio de Queiroz (MAQ): Bengala legal
- Camilo Oliveira: Design coletivo
- Carla Martins: Arquitetura de Informação
- Carolina Leslie: PetitPois
- Ceila Santos: Mídia Social
- Daniel Melo Ribeiro: ARRGH… é GASTREET
- Daniel Mendes: Daniel Mendes
- David Kato: David Kato
- Eduardo Loureiro e alunos da pós-graduação em Design de Interação da Puc-Minas: Design de Interação
- Eduardo Santos: Agni.art
- Evertt de Sousa: Evertt de Sousa
- Grazziani Colombo: Criativo Punk
- Guilherme Marques: Guilherme Marques
- Gustavo Gawry: Gawry.com
- Helio Costa: Cuiabá 71
- Iris Coldibelli: Iris digital
- Jackson Medeiros: Jackson Medeiros Weblog
- João de Freitas Neto: jdfreitas.com
- Laura Lessa: Nine out of ten
- Lia Siqueira: Repositório da Lía
- Lilian Simão: Interação e Usabilidade
- Luciana Cattony: Planta Baixa
- Luciano Lobato: Na hipermidia
- Luciana Ribeiro: Paperframe
- Luiz Agner: Luiz Agner
- Luiza Voll: WebLuv
- Marcelo Sander: Mercado Web Minas
- Paola Sales: Paola Sales
- Pedro Rogério: Pinceladas da web e CSS no Lanche
- Rafael Rez Oliveira: Ex Vertebrum
- Ricardo Saldanha: Intra 2.0
- Rogério Pereira: Rogério Pereira
- Sílvia Melo e equipe da Agência Click: Arquitetura de Informação
- Uilton Dutra: Uilton
Ah, caso você tenha visto alguma lista semelhante, não se preocupe porque ela foi replicada em diversos blogs da área (originalmente a partir do blog Web Luv, da publicitária e arquiteta de informação Luiza Voll).
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Librarian’s Internet Index: sites selecionados por bibliotecários
Mon, 06/10/2008 - 14:28
Todos sabemos que o Google virou sinônimo de busca na internet. Porém, muitas vezes não ficamos satisfeitos com os resultados obtidos numa busca por causa dos links comerciais (quantas vezes links do Buscapé, Mercado Livre e outros semelhantes aparecem no topo de suas buscas?) ou excesso de resultados (às vezes, links demais é o mesmo que nada encontrado).
Por conta desses inconvenientes, foi criado o Librarian’s Internet Index - LII. Como o próprio nome do site diz, é um sistema de busca mantido por bibliotecários.
Os critérios de inclusão de sites são mais rígidos. Quando um link é recomendado, o seu conteúdo é avaliado por uma equipe de bibliotecários. São considerados na escolha, entre outras coisas, a acessibilidade em relação à gratuidade dos conteúdos, a credibilidade das informações, a qualidade gramatical dos textos, as ligações com outros sites (devem ser para páginas com assuntos relacionados), o design apropriado ao seu público, a boa navegabilidade e a legalidade em relação à aplicação correta dos direitos autorais.
Ou seja, é “la crème de la crème” dos sistemas de busca. Por conta dessa rigorosa seleção, estão disponíveis por volta de 20 mil registros - contra 1 trilhão de páginas do Google.
Atualmente, o LII é administrado pela Biblioteca Pública Estadual da Califórnia.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI
Dicas para blogar bem
Fri, 03/10/2008 - 12:38Originalmente usada no evento Blog Business Summit, essa apresentação produzida pelo casal Robert e Maryam Scoble trata com muita simplicidade sobre boas práticas para criar um blog de sucesso.
Anote as dicas abaixo e melhore a experiência na sua blogosfera
:
- Um blog trata sobre assuntos que você mais gosta;
- Leia outros blogs;
- Seja diferente: trate de assuntos que ainda não foram tratados em outros blogs;
- Faça ligações (links) com outros blogs;
- Se exponha (se tem algo a dizer, diga!);
- Admita erros;
- Crie bons títulos para os seus artigos;
- Abuse de outros recursos (vídeos do YouTube, apresentações do SlideShare, insira mapas do Google Maps, etc.);
- Emita opiniões e desenvolva idéias;
- Não restrinja sua presença apenas à blogosfera (por exemplo, crie alguma coisa no Second Life);
- Evite “propaganda indireta” para o seu blog através de excesso de comentários em outros blogs (é um método ruim para divulgação porque os outros vão achá-lo chato!);
- Use o seu blog como ferramenta de marketing pessoal;
- Escreva claro e evite erros (nada de “plobrema” ou “açassino”, hein!);
- Não copie conteúdos descaradamente e sem citar a autoria;
- Se o conteúdo é realmente muito bom, pode copiar, mas dê os créditos ao autor e desenvolva a mesma idéia com suas próprias palavras (há sempre visões diferentes para um mesmo assunto);
- Busque sempre conteúdos sem restrições autorais (Creative Commons);
- E faça o mesmo: distribua seu conteúdo pela licença Creative Commons;
- Contribua com outros blogs;
- Faça amigos e desenvolva o seu networking através da blogosfera;
- Dê atenção aos seus comentários e às pessoas que comentam no seu blog;
- Mantenha sua integridade: seja ético e educado.
Ver categorias: Biblioteconomia e CI





















