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Ferramentas informacionais para educação e alfabetização: considerações acerca do uso dos blogs como tecnologia educacional


AnexoTamanho
blogs.pdf56.52 KB

Tipo de trabalho:

Nao publicado

Dados descritivos:

Universidade Federal Fluminense, Niterói (2005)

Palavras-chave:

Blog; Tecnologia educacional

Resumo:

Blogs são parte de uma crescente conjunção de comunicação pessoal e ferramentas de gerenciamento de informação. Os blogs fornecem uma extensão infinita de histórias e links, disponibilizando novas possibilidades para a Internet como um espaço de retórica. Dessa maneira, possibilitam a formação de novas práticas culturais de comunicação on-line, em relação a modos previamente estabelecidos de propriedade, autoria e legitimidade de conteúdo e acesso à informação. Esse trabalho tem a intenção de explorar considerações sobre como os blogs podem ser uma importante adição para iniciativas de tecnologia educacional, já que promovem a alfabetização funcional através de narrativas, permitem aprendizagem colaborativa, disponibilizam acesso de qualquer lugar, em qualquer momento e permanecem intercambiantes entre disciplinas acadêmicas.



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  • SUMÁRIO

    Folha de Aprovação
    Dedicatória
    Agradecimentos
    Resumo
    Abstract
    Lista de Ilustrações
    Lista de Quadros
    Lista de Tabelas
    1. Introdução
    1.1 Justificativa
    1.2 Objetivos
    1.2.1 Geral
    1.2.2 Específicos
    1.3 Hipóteses
    1.4 Metodologia
    1.5 Estruturação da monografia
    2. Interesse das organizações pelo conhecimento
    2.1 Informações x Conhecimento
    2.2 Gestão do conhecimento
    2.2.1 Histórico
    2.2.2 Conceitos e objetivos
    2.2.3 Tipos de conhecimento

    2.2.4 Conversão do conhecimento tácito em conhecimento
    explícito
    2.3 A criação do conhecimento organizacional
    3. A Intranet e os Portais Corporativos
    3.1 Gerações das Intranets
    3.2 Portais Corporativos ou a terceira geração de Intranets
    3.3 Conceitos de portais corporativos
    3.4 Benefícios do uso da Intranet e portais corporativos
    3.5 Portais corporativos divididos por níveis
    4. Fatores importantes para o sucesso na construção de um portal corporativo, serviços e funcionalidades
    4.1 Usabilidade
    4.1.1 A Usabilidade e a comunicabilidade
    4.1.2 A Interface homem-computador
    4.1.3 Testes de usabilidade e principais métodos de avaliação
    4.2 Acesso a informação
    4.2.1 Acesso a informação estruturada
    4.2.2 Acesso a informação não estruturada
    4.2.3 Categorização e taxonomia
    4.2.4 Tesauros como forma de controle do vocabulário de um portal
    4.2.5 Metadados
    4.2.6 Ferramenta de busca
    4.3 Personalização
    4.4 Outros fatores relacionados com a implantação de um portal corporativo
    5. Comunidades de prática como ferramenta para a gestão do conhecimento
    5.1. Conceitos
    5.2. Benefícios e estímulos à participação
    5.3. Desenvolvendo uma comunidade de prática
    5.4. O moderador
    5.5 Modelo para um comunidade de prática e as ferramentas de colaboração on -line
    5.6. Uso combinado das comunidades de prática e outras ferramentas do portal
    6. Considerações finais
    7. Referências

  • As pessoas sabem que eu lido com tecnologias aplicadas à biblioteconomia no senso mais prático, mas é importante não dissociar as questões conceituais que estão por trás do uso de tecnologias. O que eu venho defendendo sempre não é o fato de conhecer e saber utilizar determinadas ferramentas, e sim compreender a razão de utilizá-las.
    A literatura da nossa área possui um discurso bastante moderado. Ninguém quer vestir ideologias e defender que a biblioteconomia é capaz de prosperar sem o aporte tecnológico ou que se perderá, caso ignore tecnologias emergentes. E o emergente não está relacionado apenas com o novo, crescente, mas o modelo do Steven Johnson, onde não existe uma autoridade supra ordenadora.
    Antes que eu seja criticado pela postura excessivamente prafrentex, quero deixar claro que as tecnologias digitais não são panacéia. E que eu estou plenamente ciente de que muitos bibliotecários, especialmente no Brasil, estão muito mais preocupados em garantir verbas para a compra de livros do que ficar se preocupando com formas mais tecnológicas de servir seus usuários.
    Daqui pra frente apresentarei muitos questionamentos. Eu não possuo resposta para as perguntas que faço. E nem exijo respostas. Espero apenas que elas sirvam para fomentar a discussão e despertar para diferentes possibilidades e considerações sobre serviços de informação, bibliotecas e o ensino da biblioteconomia.
    ---
    Um belo domingo eu abro O Globo e encontro um banner gigante sobre a nova proposta editorial do jornal, que diz algo assim, “informação: se existisse em árvore, nós colheríamos; se existisse líquida, nós engarrafaríamos; se existe escrita, nós escrevemos; se existe online, nós atualizamos; se existe móvel, nós enviamos; se existe em vídeo, nós exibimos. A informação precisa estar onde você quiser”
    Obviamente se trata de uma frente mercadológica, com a intenção de elevar o produto não só à condição de jornal em papel, mas em conteúdo disponível via web, celulares, sons, videos, etc. Tiveram a grande sensibilidade de compreender que hoje a informação precisa estar onde o consumidor/usuário quiser. O grande leitor em potencial não é mais aquele que só tem acesso ao jornal através da banca de jornal. O leitor não vai mais até o jornal, é o jornal que deve ir até o leitor.
    O que conceitualmente é uma proposta interessante, que pode ser associada à idéia de ubiquidade, a capacidade de estar em vários lugares, ao mesmo tempo, o sinônimo de onipresente.
    Hoje é necessário fazer com que os serviços de informação também estejam em todos os lugares, atingindo as pessoas onde elas estiverem.
    Vejamos o exercício: quem utiliza orkut levanta a mão; quem possui telefone celular e troca sms? quem conversa no MSN? quem possui um aparelho mp3? (suponho aqui que em uma audiência repleta de jovens e jovens pesquisadores, a maioria das pessoas utilize esses serviços, para diferentes fins).
    Se grande parte de nós, ou a maioria de nós, ou todos nós utilizamos essas tecnologias de informação, por que a biblioteca e as escolas de biblioteconomia estão ignorando isso?
    Mesmo hoje, muitos anos depois de todos esses modelos citados estarem completamente presentes nas nossas vidas, ainda é preciso enfrentar resistência e convencer outras pessoas de que o orkut, msn ou blogs por exemplo não são coisas de adolescentes, de retardados, e não possuem qualidade a ponto de serem considerados modalidades e serviços de informação relevantes. Eu já venho falando sobre blogs há 5 anos e ainda hoje preciso explicar pras pessoas que apenas uma fatia dos blogs são mantidos por adolescentes, alguns deles idiotas e retardados, e que de qualquer forma, eles representam o que há de melhor em termos de tecnologias sociais: as pessoas garantiram um direito que elas nunca tiveram, o direito de ter uma voz na esfera pública.
    Quem é que pode julgar então o que é de qualidade ou não, se poucos anos atrás essas pessoas, a maioria das pessoas, ou todas as pessoas (as mesmas que utilizam orkut, msn, etc) não tinham voz na esfera pública? O que serve de parâmetro para qualidade e autoridade se as regras eram ditadas apenas pela grande mídia, pelos grandes editores, pelos educadores?
    Em uma passagem do O que é o virtual, Levy se pergunta, como educadores, em qual extensão nós tentamos e educamos em espaços em que nossos aprendizes existem... ou em que extensão nossos aprendizes vêm até nossos espaços?
    Em qual extensão os jovens pesquisadores vão eliminar a necessidade de um profissional bibliotecário, e em qual extensão eles desejarão servir a si mesmos, acessando a tecnologia da biblioteca diretamente?
    E aqui eu vou usar o exemplo da irmã do amigo Cauê. Ele me explicava que ela é leitora voraz, mas é incapaz de visitar uma biblioteca. Traçando um paralelo com o que Levy diz, o aprendiz está lá, ávido por informação, mas a biblioteca não vai até ele. Nem o leitor é capaz de reconhecer a biblioteca como um serviço que pode oferecer as informações que ele deseja.
    Se ela quer um livro, procura na internet ou compra na livraria. Para ela, enquanto jovem leitora e pesquisadora, faz muito sentido um sistema como o google, do que um sistema como o modelo tradicional de biblioteca. Ela serve a si mesmo, e está satisfeita com isso (não estou dizendo que o bibliotecário se torna desnecessário, obviamente).
    As pessoas interagem socialmente, profissionalmente, e quando a escola e a universidade perdem progressivamente o monopólio da criação e transmissão do conhecimento, os sistemas públicos de educação podem tomar para si a nova missão de orientar os percursos individuais no saber e de contribuir para o reconhecimento dos conjuntos de saberes pertencentes às pessoas (aqui incluso os saberes não-acadêmicos). Levy
    A informação precisa estar onde o usuário quiser.
    Em um panorama de ubiquidade tecnológica, onde aparatos tecnológicos estão em todos os lugares, precisamos nos perguntar em qual extensão a transformação do lado tecnológico nas bibliotecas está relacionada com as mudanças na biblioteconomia.
    E tratando-se do advento de tecnologias emergentes aplicadas à biblioteconomia, existe mesmo uma ruptura transformadora, ou fundamentalmente os nossos trabalhos continuarão os mesmos?
    O ponto principal aqui é compreender como a tecnologia pode representar uma oportunidade para melhorar a qualidade das operações e produtos da biblioteca.
    O meu orientador, professor Aldo Barreto sempre me alertou que este deslocamento requer um conjunto completo de conhecimento (o que o Fabiano Caruso também chama de fluência digital). Essa fluência é plena apenas quando o indivíduo se torna capaz de construir coisas relevantes com as ferramentas tecnológicas, em vez de apenas saber utilizá-las.
    De uma forma ou outra, mesmo entre os mais resistentes, é inevitável que os bibliotecários tenham que se adaptar às novas necessidades dos usuários que surgem em razão do uso de novas tecnologias. E reforço a palavra inevitável.
    Parte do problema é que o cenário de informação e o nosso comportamento – e o comportamento dos usuários - se modificou mais rápido do que nossos sistemas e serviços. As bibliotecas podem servir usuários online por exemplo,e até fazer o serviço bem, mas nossos modelos fundamentais são os das bibliotecas locais que servem a uma comunidade geograficamente restrita. A biblioteca de Alexandria era fantástica, e você certamente teria contato com coisas excelentes lá, mas o problema é que você tinha que ir até Alexandria para tanto.
    Conversando com a Déborah Medeiros sobre como a tecnologia pode representar uma oportunidade para melhorar a qualidade das operações e produtos da biblioteca, ela rebateu dizendo: desde que os bibliotecários comecem a se interessar, certo? E eu não tinha uma resposta automática para essa pergunta, mas pensando um pouco em alguns idéias que o Fabiano Caruso advoga, posso concluir que se não se interessarem não estarão contribuindo para um modelo de biblioteca (e biblioteconomia) baseada na participação, colaboração, inovação e distribuição.
    E para cutucar ainda mais a ferida, se um bibliotecário se pergunta por que deveria se preocupar, provavelmente ele não precisa mesmo .
    E eu fiquei pensando no professor Edson Nery e em uma frase do Arthur C. Clarke, que ele usa para professor, mas que poderia perfeitamente ser adaptado para bibliotecário: se um bibliotecário pode ser substituído por uma máquina, então ele deveria.
    Entendam o que eu quero dizer, o ponto principal aqui é compreender como a tecnologia pode representar uma oportunidade para melhorar a qualidade das operações e produtos da biblioteca em um cenário de ubiquidade tecnológica.
    ---
    Um exercício que deveria ser simples, mas que não é executado com tanta simplicidade na prática é colocar-se na posição do usuário.
    Como descobrir as coisas se a informação não chega até você?
    Lancaster quando fala sobre os tipos de necessidade de informação, explica que na situação de atualização, quando o usuário apenas desejar estar por dentro de um assunto específico, o serviço de informação pode tomar a iniciativa.
    Levando em consideração os quesitos técnicos, as bibliotecas deveriam elevar a funcionalidade do catálogo a um ambiente mais interativo e centrado no usuário.
    Se a biblioteca pode tomar a iniciativa, e fazer presença nos lugares onde os leitores potenciais estão (orkut, msn, celular, mp3, etc) então os bibliotecários podem conversar com pessoas que utilizam softwares sociais com frequência e entender como os dados da biblioteca podem “mashup” com estes softwares.
    Parece sempre uma heresia falar sobre uma biblioteca no orkut, ou o uso do orkut no ambiente da biblioteca. E eu estou falando sobre a biblioteca institucional no orkut, e não apenas uma comunidade não-oficial criada por um usuário ou bibliotecário da biblioteca. Parece óbvio, mas não é: se grande parte das pessoas, a maioria das pessoas, ou todas as pessoas hoje utilizam o orkut, por que a biblioteca está ignorando isso?
    Outra questão importante é que nenhuma biblioteca aparece no topo dos resultados do google. Isso acontece porque os bibliotecários não disponibilizam os dados, não mostram pras pessoas que os seus dados são bons. O correto seria eu pesquisar por um autor, título ou assunto, e receber na primeira página de resultados informações que eu preciso associados aos dados de uma biblioteca, eventualmente a biblioteca mais próxima da minha casa. Mas se eu faço uma busca por Thomas Mann por exemplo, é provável que os metadados do LibraryThing surjam antes do que os metadados da Library of Congress.
    Na situação de atualização, o serviço de informação pode tomar a iniciativa. Se eu estou no google, a biblioteca deveria estar onde eu estou, e não esperar que eu vá até o catálogo online.
    E eu quase entro em pânico quando ouço alguém, principalmente bibliotecário, falar mal do google, dos seus critérios de autoridade, de relevância. Não. O sistema é perfeito, a indexação é perfeita. Os spiders não tem nada a ver com isso. Se você não encontrou a informação que você procura no google, ou a sua busca foi mal formulada ou o serviço de informação que você procura é de qualidade ruim. Não soube disponibilizar corretamente seus dados para o harvesting do sistema. Isso acontece porque os bibliotecários não disponibilizam os dados, não mostram pras pessoas que os seus dados são bons.
    O que muito se diz, e é uma grande verdade, o que irá contar daqui para frente, não são os milhões de itens do acervo, mas as opções para acessar a informação demandada.
    Outra: estamos em 2008, e o site da biblioteca ainda é horroroso? O OPAC é um reflexo da saúde do sistema. Se a usabilidade, a funcionalidade é ruim, é uma lástima. E o pior é que é muito raro eu encontrar um sistema de biblioteca que faça sentido para mim. As bibliotecas não tiveram sensibilidade ainda para compreender que a informação precisa estar onde eu quiser. E se eu quero acessá-la pelo catálogo online, mas o catálogo é horrível, então lei de Mooers, dificilmente voltarei a utilizá-lo. Vou procurar refúgio no google. Nada mais simples e funcional do que uma tirinha branca e um botão busca, com os resultados que eu necessito.
    Enquanto bibliotecário, não pense que você sabe o que os usuários querem. Já perguntou pra eles? A mim, nunca... E eu tenho inúmeros exemplos de usuários frequentes de bibliotecas, leitores ávidos, que nunca participaram de qualquer estudo de usuário, desses que a gente aprende na escola de biblioteconomia, a quem nunca foi solicitada uma sugestão, uma sugestão de aquisição que seja. Nunca foram perguntados se eles estão satisfeitos com o serviço oferecido.
    Na defesa da dissertação do mestrado de Ana Virgínia (UFPB), ela explicava que era possível traçar um paralelo entre crianças que utilizam computadores e pessoas que frequentam a biblioteca. É uma regra de erro-acerto. A criança que nunca viu um computador na vida é capaz de aprender a operar o sistema vasculhando o que vê pela frente até acertar. O que é parecido com o usuário comum de biblioteca. CDD e CDU a ele não dizem nada, não fazem nenhum sentido. Pra ele é muito mais simples browsear pelas estantes até que, em erro e acerto, encontre o livro que procura, ou encontra um livro interessante que não era o que procurava inicialmente.
    Se isso fosse uma palestra de auto-ajuda, eu utilizaria as palavras do Bill Gates para dizer faça as pessoas pensarem que elas precisam de você.
    Um aspecto conceitual importante é que a informação está se tornando cada vez mais digital, mas as pessoas não. Elas precisarão de um lugar para estudo e reflexão. Um lugar para aprenderem a ser indivíduos, e não apenas parte de uma massa. O ambiente da biblioteca deveria ser capaz de promover a participação, colaboração, inovação e distribuição. O Clifford Stoll diz que é inconcebível que as crianças hoje sejam altamente capazes de enviar sms, criar blogs, ter 700 amigos no orkut, mas nunca foram jogar bola no campinho juntas. O novo modelo de biblioteca deveria levar todas essas questões em consideração.
    Resumindo tudo o que foi levantado até aqui, podemos pensar nas seguintes interrogações:
    A sua biblioteca está construindo alguma coisa desse tipo? Pensando sobre isso? O que você tem feito sobre? Como você faria, no mundo dos sonhos?
    Você acha que isso funcionaria? Por que e por que não? Quais são as dificuldades e barreiras? O que você faria diferente ou melhor?
    Se você é um usuário assíduo, você gostaria que fosse desse jeito? Você usaria? O que está faltando? O que você gostaria em vez de? Você utilizaria mais os recursos de informação da biblioteca se eles fossem de outra forma? Por que e por que não?
    ---
    Eu tenho comigo o cartão da biblioteca do meu pai, com o carimbo referente à exata semana do meu nascimento em que ele pegou um livro emprestado. Com a tecnologia daquela época, eu nunca saberia, jamais saberei, apenas de curiosidade, que livro ele estava lendo no dia em que eu nasci. Mas com a tecnologia de hoje, seria possível.
    E mais do que isso, voltando ao tópico do erro-acerto, em um serviço de informação com base em interesses sociais, e é muito provável que eu e ele tenhamos interesses similares, ele seria um grande recomendador de leitura, assim como todos os meus outros 700 amigos no orkut. São pessoas que eu confio, mais do que o browseability na biblioteca organizada por Dewey (não que eu não goste de Dewey ou Otlet, ao contrário, acho CDD e CDU fantásticas, mas convenhamos, 020.91/927:01-97 não diz nada a mim enquanto usuário de biblioteca, nem a ninguém).
    Levy explica que quanto mais as informações se acumulam, circulam e proliferam, melhor são exploradas (ascensão do virtual) e mais cresce a variedade de objetos e lugares físicos com os quais estamos em contato (ascensão do atual). O que é uma idéia importante, pois hoje eu tenho muito mais recursos que o meu pai teve, tanto na experiência no uso de serviços de informação, como acesso à objetos de informação.
    O J.J. Abrams, o cara que criou Lost, diz que hoje é possível construir coisas relevantes com tecnologia, algo que as gerações anteriores não eram capazes. E com pouco (dinheiro) você consegue criar coisas boas. E eu falo sempre, hoje você NÃO tem um motivo para NÃO usar tecnologias emergentes. É web 2.0, sempre beta. Pode até não dar certo, mas não existe razão para não tentar. A tecnologia pode representar uma oportunidade para melhorar a qualidade das operações e produtos da biblioteca em um cenário de ubiquidade tecnológica.
    Biblioteca no orkut, por que? Porque os usuários podem saber mais sobre nós.
    Nunca, nunca, nunca esquecer que a missão da biblioteca e da biblioteconomia permanece a mesma e tecnologia digital não vai alterar a missão. Tecnologia digital não é panacéia.
    A biblioteconomia é afortunada pois tem tido inúmeras chances de repensar a biblioteca, o profissisonal que forma, o ensino de biblio.
    Como diz Clay Shirky, a questão é que vai acontecer uma reajuste gigante, a transição (ou ruptura) é inevitável, e já que nós estamos vendo antecipadamente e sabemos que irá acontecer, meu argumento é que nós podemos ficar bom nisso.